Wall Street fecha agosto em alta moderada apesar de queda

Wall Street fecha agosto em alta moderada apesar de queda. A bolsa norte-americana terminou a semana final de agosto no vermelho, mas acumulou ganhos mensais pelo quinto mês consecutivo, sustentada por lucros robustos e pela expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve.
O Dow Jones recuou 92 pontos (-0,2%), o S&P 500 cedeu 0,64% e o Nasdaq Composite, mais concentrado em tecnologia, caiu 1,15%. Mesmo assim, em agosto, os índices subiram 3,2%, 1,91% e 1,58%, respectivamente.
Wall Street fecha agosto em alta moderada apesar de queda
Assim, Dow e S&P emplacaram quatro meses de altas consecutivas, sequência inédita em quase um ano, enquanto o Nasdaq engatou o quinto mês positivo, a melhor marca desde o início de 2024. Analistas atribuem o movimento à trégua nas tensões comerciais, aos resultados corporativos acima das previsões e às apostas de que o Fed reduzirá a taxa básica já em setembro.
Entre as ações de tecnologia, porém, prevaleceu o mau humor. Dell caiu 8,9% e Marvell Technology despencou 18,6% após balanços que frustraram as projeções. Líder em inteligência artificial, a Nvidia perdeu 3,36% e registrou seu primeiro mês negativo desde março, sinalizando desalento com o ritmo de crescimento do setor.
Os investidores também digeriram o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), métrica de inflação preferida do Fed. O indicador subiu 2,6% em julho na comparação anual, enquanto a leitura core, que exclui alimentos e energia, avançou 2,9%. Ambos vieram exatamente em linha com o consenso, reforçando a percepção de inflação controlada.
O otimismo se refletiu no Russell 2000, que acompanha empresas menores e mais sensíveis a juros, com alta de 7% em agosto, o melhor desempenho desde novembro. Já o chamado “índice do medo”, o CBOE VIX, manteve-se próximo das mínimas do ano, indicando confiança dos agentes.
Na véspera, o S&P 500 havia fechado acima dos 6.500 pontos pela primeira vez, marcando o 20º recorde de 2024. Segundo estudo da CFRA Research, sempre que o índice atinge 20 ou mais máximas até agosto, ele termina o ano em terreno positivo em 90% das ocasiões, com ganho médio de 5,5%.
Mesmo com a trajetória ascendente, setembro costuma ser desafiador: historicamente, o S&P 500 recua em média 0,7% no mês, de acordo com a LPL Financial. “Se ocorrer correção, veremos oportunidade para reforçar posição em ações”, disse Scott Wren, do Wells Fargo Investment Institute.
O ouro, tradicional refúgio em tempos de incerteza, subiu 1,2% na sexta e acumulou valorização de 5% no mês, beneficiado pelas expectativas de juros mais baixos e pelo clima político instável em torno do Fed. Detalhes adicionais sobre o desempenho do mercado podem ser conferidos na cobertura da Reuters, referência global em informação financeira.
As negociações de setembro começam na terça-feira (2), após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Na agenda, destacam-se o relatório de empregos de agosto, previsto para 5 de setembro, e o Índice de Preços ao Consumidor, em 11 de setembro.
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Crédito: Arquivo/Reuters