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PCGO prende clã familiar em MG acusado de fraudes em Goiás no valor de R$ 40 milhões

O grupo criminoso atuava em diversas frentes, incluindo desvio de cargas, fraude documental, manuseio de bens apreendidos, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas

PCGO prende clã familiar em MG acusado de fraudes em Goiás no valor de R$ 40 milhões: a Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Roubos de Cargas (Decar), anunciou um avanço na Operação Depositário Infiel, com a prisão de quatro investigados, incluindo o líder de uma sofisticada organização criminosa que estava foragido. A detenção ocorreu no último domingo (24) e foi divulgada nesta segunda-feira (25) em Pirapora, no interior de Minas Gerais, e foi resultado de uma investigação que durou quase três anos.

PCGO prende clã familiar em MG acusado de fraudes em Goiás no valor de R$ 40 milhões

A operação, que já havia resultado na prisão de 11 pessoas, agora eleva o total de detidos para 15, desmantelando um esquema complexo e multifacetado. As investigações revelaram que o grupo criminoso atuava em diversas frentes, incluindo desvios e receptação de cargas, fraude documental, manuseio ilícito de bens apreendidos, lavagem de dinheiro e, até mesmo, tráfico de drogas.

Entre os detidos estão José Leonardo Ferreira Borges, apontado como o líder do esquema, sua filha Isa Lara Godói Borges Rosa, o genro André Dias Lemes Rosa e Victor Hugo Santos de Moura, utilizado como “laranja” para as atividades ilícitas.

Modus Operandi Sofisticado e Milionário

O sucesso da quadrilha se baseava em um método sofisticado e bem-articulado. A organização aliciava motoristas para desviar cargas de alto valor e, para encobrir o crime, forjava boletins de ocorrência de roubo. Esse falso registro permitia que o grupo acionasse as seguradoras de forma fraudulenta, obtendo lucros duplos: um com a venda ilegal dos produtos e outro com a indenização do seguro.

As cargas desviadas eram adquiridas por um valor bem abaixo do mercado (cerca de 60% do valor de nota fiscal) e estocadas em galpões próprios ou de cúmplices. Em seguida, eram revendidas a preços de mercado, gerando um lucro exorbitante.

Para “lavar” os vultosos ganhos, a organização criminosa utilizava diversas estratégias, como transferências pulverizadas para contas de “laranjas” (familiares e funcionários) e investimentos em construção civil. O dinheiro também era usado para adquirir imóveis em nome de terceiros, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

A dimensão do esquema se estendia para além do desvio de cargas. A polícia descobriu que a organização também destinava ilegalmente cargas apreendidas e comercializava mercadorias contrabandeadas, como defensivos agrícolas com laudos falsificados. O envolvimento com o tráfico de drogas foi comprovado com a apreensão de grandes volumes de entorpecentes, incluindo 220 volumes de cocaína, avaliados em R$ 40 milhões, e cerca de duas toneladas de maconha.

O líder da orcrim, José Leonardo Ferreira Borges, utilizava sua experiência como vistoriador de sinistros para manipular processos de sindicância e garantir os pagamentos indevidos das seguradoras. Outro dos alvos da operação já possuía um longo histórico criminal, com prisões anteriores por roubo qualificado, furto, apropriação indébita e estelionato.

A Polícia Civil de Goiás ressaltou que a divulgação da identidade dos presos foi autorizada com base na legislação vigente, tendo em vista a necessidade de identificar novas vítimas do esquema criminoso.

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Redação GOYAZ

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