Mabel formaliza fechamento de 11 unidades de educação infantil em Goiânia
Atos oficializam encerramentos e exigem nova autorização para reabertura
O Portal da Transparência da Prefeitura de Goiânia publicou na segunda-feira (05) uma sequência de atos que formaliza o encerramento de atividades de educação infantil em unidades públicas e privadas da capital. As resoluções, divulgadas no Diário Oficial do Município, atingem centros municipais e escolas particulares em diferentes bairros e indicam um movimento de reorganização da oferta nessa etapa de ensino.
Entre as unidades da rede pública municipal atingidas pelos atos estão o Centro Municipal de Educação Infantil Vila Santa Rita, no Setor Industrial Mooca, e o Centro Municipal de Educação Infantil Orlando Alves Carneiro, em Campinas. Nos dois casos, o Conselho Municipal de Educação registrou que o encerramento das atividades ocorreu por iniciativa da própria Secretaria Municipal de Educação. No caso do Orlando Alves Carneiro, a resolução informa que o fim da oferta naquele endereço passou a valer a partir de 30 de junho de 2025.
A lista publicada também alcança instituições privadas. Entre elas estão a Escola Ipê Planalto, no Jardim Planalto; o Colégio Delta, no Jardim Goiás; a Escola João Batista Ferreira, no Conjunto Primavera; a Escola Infância Criativa, no Setor Marista; o Centro Educacional Mundo Belli, no Setor Coimbra; a Escola e Berçário Provérbios Cristãos, na Vila Regina; a Cirandinha Kids Escola, no Jardim América; a Escola Ville Maker, no Setor Faiçalville; e a Escola Tia Lu, no Setor Pedro Ludovico. Os atos registram encerramentos com datas distribuídas entre 2025 e 2026.
Do ponto de vista administrativo, as resoluções cumprem a função de reconhecer formalmente o encerramento da oferta de educação infantil em cada endereço e de determinar o arquivamento definitivo dos processos. Em todos os casos, o Conselho também fixa que eventual retomada das atividades dependerá de novo ato autorizador. Isso significa que a publicação não cria, por si só, o fechamento, mas consolida juridicamente uma mudança já ocorrida ou em curso nas unidades listadas.
O efeito mais direto dessa sequência de atos recai sobre a distribuição de vagas. Embora as resoluções não detalhem quantas crianças eram atendidas em cada unidade encerrada, o fechamento sucessivo de pontos de educação infantil tende a exigir redistribuição de matrículas e remanejamento de famílias para outras instituições. O impacto pode ser maior em bairros onde a oferta já é mais limitada ou onde o deslocamento para outra unidade represente custo adicional de tempo e transporte.
Nos casos da rede pública, o tema envolve planejamento da Secretaria Municipal de Educação e reorganização territorial do atendimento. Quando a própria administração encerra atividades em centros municipais, a discussão deixa de ser apenas burocrática e passa a incluir a capacidade do município de absorver a demanda em outras unidades. Já no setor privado, embora a decisão de encerramento parta dos mantenedores, o resultado para as famílias também é a necessidade de encontrar nova vaga e adaptar a rotina escolar das crianças.
A publicação desses atos ocorre no mesmo contexto em que a educação infantil também aparece no Diário com medidas de ampliação ou manutenção de atendimento por meio de parcerias. Na mesma edição, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação autorizou termo de colaboração com o Ministério Filantrópico Terra Fértil para funcionamento do Centro de Educação Infantil Prodígio, com atendimento estimado de 224 crianças em período integral e valor global de R$ 11,9 milhões. O contraste sugere que a rede passa por um processo simultâneo de fechamento de algumas unidades e reforço de outras frentes de oferta.
No conjunto, os atos publicados mostram uma alteração concreta no mapa da educação infantil em Goiânia. A soma de encerramentos em unidades públicas e privadas aponta para uma fase de reconfiguração da rede, com efeitos que ultrapassam o registro formal no Diário Oficial. O alcance real dessas mudanças dependerá da capacidade de reposição de vagas, da distribuição geográfica das unidades remanescentes e da resposta do poder público e das instituições privadas às famílias que precisarem migrar de atendimento.