
PF encerra inquérito e indicia Gayer por irregularidades em cota parlamentar: a Polícia Federal indiciou o deputado federal Gustavo Gayer (PL) no âmbito de uma investigação que apura a formação de uma associação criminosa com o objetivo de desviar recursos públicos. O foco do inquérito está no uso da chamada cota parlamentar, verba destinada a custear despesas inerentes ao exercício do mandato na câmara federal em Brasília.
O indiciamento do parlamentar, seu filho e integrantes de seu gabinete aponta para um esquema que teria utilizado documentos falsos na criação de uma organização de sociedade civil de interesse público. O propósito dessa oscip seria o de ser beneficiada com os recursos provenientes da cota à qual o deputado tem direito, configurando o desvio.
PF encerra inquérito e indicia Gayer por irregularidades em cota parlamentar
As investigações conduzidas pela polícia federal sugerem um planejamento para a apropriação indevida da verba pública. Segundo as apurações, a criação da entidade civil visava dar uma aparência de legalidade à movimentação dos recursos da cota, enquanto o uso dos documentos falsos facilitava a concretização do esquema.
Como parte dessa mesma investigação, uma operação de busca e apreensão havia sido deflagrada em outubro de 2024, após autorização do supremo tribunal federal. Na ocasião, mandados foram cumpridos em diversas localidades de Goiás, incluindo as cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Cidade Ocidental e Valparaíso de Goiás, visando recolher provas e materiais relacionados à fraude.
Durante a operação, cerca de R$ 70 mil em espécie foram apreendidos com um funcionário que integrava o gabinete do parlamentar. A polícia federal busca estabelecer a conexão entre esse dinheiro, a fraude na oscip e o esquema de desvio da cota parlamentar.
Em sua defesa, o deputado Gustavo Gayer nega veementemente as acusações. Em manifestação pública, ele alegou que a investigação está baseada na alegação de que ele estaria escondendo uma loja online de roupas e uma escola de inglês dentro de seu escritório político. O parlamentar afirma que o aluguel do local, que já abrigou sua escola de inglês (agora atuando online), foi convertido legalmente para um escritório político focado nas atividades de sua campanha e de apoio à causa bolsonarista.
Gayer também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do supremo tribunal federal, responsável por liderar o inquérito. O deputado sugeriu que o indiciamento é uma ação política orquestrada com a intenção clara de barrar sua possível candidatura ao senado nas próximas eleições. O caso segue agora para análise do supremo tribunal federal.
Crédito da Imagem: Lula Marques/Agência Brasil