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Câmara encerra CEI da Limpa Gyn sem constatar desvios de recursos

Investigação descarta má-fé de empresa, mas exige mudanças imediatas na pesagem do lixo

Câmara encerra CEI da Limpa Gyn sem constatar desvios de recursos: a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn aprovou, por unanimidade, nesta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, o relatório final que encerra as investigações sobre o consórcio de limpeza urbana. O documento conclui que, apesar das falhas detectadas na prestação de serviço ao município, não ficou configurada má-fé ou intenção deliberada de prejuízo por parte da empresa vencedora da licitação.

O vereador Willian Veloso (PL) afirmou que as apurações não constataram desvios de recursos ou elementos que justificassem a abertura imediata de medidas judiciais criminais. Segundo o parlamentar, a atuação da comissão já gerou melhorias práticas no serviço prestado à população, servindo como uma ferramenta de fiscalização direta prevista na Constituição Federal para o Poder Legislativo.

Câmara encerra CEI da Limpa Gyn sem constatar desvios de recursos

Para garantir que a execução contratual seja efetiva, o relatório final recomenda uma série de ajustes técnicos obrigatórios. Entre os pontos principais estão a instalação de balanças de pesagem e a utilização exclusiva do método de tonelagem, substituindo a medição por cubicagem, que gerava distorções nos valores faturados. A transparência deve ser reforçada com a publicação de cronogramas de rotas e relatórios públicos de serviços.

A comissão também sugere a realização de auditorias técnicas trimestrais e perícias contábeis e de engenharia para monitorar o equilíbrio financeiro do contrato. De acordo com as diretrizes da Lei de Licitações, a administração pública deve condicionar os pagamentos à comprovação rigorosa da execução do material reciclável coletado, exigindo termos de recebimento assinados por cooperativas.

O encerramento dos trabalhos, contudo, enfrentou resistência de parte dos membros. O vereador Fabrício Rosa (PT) apresentou um relatório alternativo de 200 páginas com indícios de superfaturamento, enquanto a vereadora Aava Santiago (PSDB) destacou falhas graves na conferência de ordens de pagamento pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Todas as informações e atas oficiais podem ser acompanhadas pelo portal da Câmara Municipal de Goiânia.

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Crédito da Imagem: Limpa Gyn/Arquivo

Redação GOYAZ

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