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Dois navios mercantes afundam perto do Estreito de Ormuz em escalada

Ataques recentes a embarcações elevaram os riscos à navegação e provocaram perdas humanas e materiais na região

Sofreram afundamento nas últimas 24 horas duas embarcações mercantes que transitavam nas imediações do Estreito de Ormuz após serem atingidas por projéteis em incidentes distintos. Autoridades marítimas e organismos internacionais divulgaram informações nesta quarta-feira (14) sobre resgates, danos materiais e evolução dos riscos à navegação na região.

O GFS Pride, navio porta-contêineres de pequena porte registrado sob bandeira de Singapura, afundou enquanto seguia pelo estreito na terça-feira (13) após sofrer fogo a bordo. A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura informou que todos os 21 tripulantes foram resgatados em segurança e que não houve relatos de ferimentos entre a tripulação.

O Cape Dao, graneleiro com bandeira de Antígua e Barbuda, afundou nas proximidades do estreito após ter sido atingido por um projétil em 23 de setembro. Fontes marítimas relataram que um tripulante morreu em decorrência do ataque anterior e que o restante da equipe foi evacuado pouco depois do incidente.

As empresas responsáveis pela gestão das embarcações, identificadas em registros públicos como sediadas nos Emirados Árabes Unidos, não foram localizadas para prestar esclarecimentos imediatos sobre os incidentes. Autoridades e gestores comunicaram que as investigações sobre as causas dos afundamentos dependem de inspeções técnicas e de avaliações de responsáveis por salvamento e seguradoras.

Segundo análise de dados da Organização Marítima Internacional, as embarcações agora afundadas representam a segunda e a terceira perdas marítimas registradas desde 28 de fevereiro, quando o conflito entre Estados Unidos e Irã se intensificou. Autoridades iranianas declararam publicamente que a escalada das ações no Estreito de Ormuz visa retaliar medidas como o bloqueio de portos e sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos no mês anterior.

A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura expressou preocupação com a continuidade dos ataques à navegação comercial na região e com os potenciais efeitos sobre a segurança de tripulações e cargas. Em nota técnica a autoridade classificou os incidentes como não provocados e incompatíveis com o direito internacional, apontando para a necessidade de medidas coordenadas de prevenção e resposta.

A empresa de gestão de riscos Marisks alertou que a ameaça não se restringe a navios-tanque e que porta-contêineres e graneleiros também têm sofrido danos consideráveis em ataques recentes. Especialistas do setor indicaram que as operações de seguros devem ser revistas, que prêmios tendem a subir e que rotas de navegação podem ser desviadas para mitigar riscos.

Analistas de energia afirmaram que incidentes no Estreito de Ormuz historicamente elevam prêmios de risco e geram pressão alta sobre os preços do petróleo em mercados globais. Representantes do governo e autoridades portuárias consideram ainda os impactos indiretos sobre cadeias de abastecimento e a possibilidade de ações destinadas a influenciar o cenário eleitoral de meio de mandato nos Estados Unidos.

A Organização Marítima Internacional informou ter recebido notificações sobre os incidentes e declarou acompanhar a investigação técnica em coordenação com autoridades nacionais e agências de resposta marítima. Fontes no setor de salvamento relataram que equipes especializadas conduziram operações de busca e socorro imediatas, avaliando a contaminação por combustíveis e os riscos ambientais nas áreas de afundamento.

Autoridades de segurança e operadores marítimos registraram um aumento no número de ataques na última dezena de dias, afetando especialmente rotas de passagem no estreito crucial para o comércio energético mundial. Autoridades iranianas de alto escalão afirmaram que as novas táticas visam pressionar preços do petróleo e influenciar resultados de eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, como parte de sua estratégia regional.

Companhias de navegação afirmaram revisar planos de rota e operadores portuários intensificaram medidas de segurança enquanto analistas recomendam ações multilaterais para reduzir vulnerabilidades na via marítima. Em fóruns internacionais, representantes de Estados costeiros e de organizações setoriais pediram contenção e investigações detalhadas para responsabilizar autores e mitigar riscos futuros à navegação comercial.

Forças navais e guardas costeiras da região relataram aumento nas patrulhas e no emprego de embarcações e sistemas de vigilância para monitorar os corredores de tráfego marítimo. Autoridades indicaram que as operações visam proteger rotas comerciais e apoiar as ações de investigação técnica, com apoio logístico de centros regionais de coordenação marítima.

Analistas de segurança alertaram que a persistência desses incidentes pode prolongar a volatilidade nos mercados marítimos e exigir respostas conjuntas de governos e setor privado para restabelecer a normalidade. Especialistas recomendaram intensificar canais diplomáticos e mecanismos de investigação internacional para identificar responsabilidades e reduzir o risco de novos ataques contra navios de comércio na região.

Fontes oficiais informaram que novas informações sobre as investigações e sobre as consequências ambientais serão divulgadas conforme as inspeções e exames técnicos forem concluídos pelas equipes no local. Agências internacionais de navegação e autoridades locais disseram que manterão atualizados operadores e público sobre medidas de segurança e impactos comerciais nos próximos dias, em coordenação com parceiros regionais.

Redação GOYAZ

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