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Eleição de 2028 em Goiânia começa a desenhar possíveis candidaturas e alianças

Avaliação da gestão municipal e articulações entre partidos devem influenciar a formação das chapas

A disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2028 começa a entrar nas articulações dos partidos políticos. O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) busca construir uma base para tentar a reeleição, enquanto o PL defende a possibilidade de lançar candidatura própria. No PSDB e no PT, nomes conhecidos da política goiana também aparecem nas discussões sobre a sucessão municipal.

Mabel declarou, em entrevista à CBN Goiânia, que pretende continuar buscando uma aliança com o PL para a eleição municipal. O prefeito considera que o desempenho de sua administração será determinante para reunir apoios. A estratégia envolve manter interlocução com diferentes grupos e ampliar sua sustentação política na capital.

A aproximação encontra resistência entre lideranças do PL. O senador Wilder Morais, presidente estadual da legenda, afirmou que o partido tem condições de apresentar nomes próprios para disputar a Prefeitura. Segundo declarações, as conversas sobre a eleição municipal devem avançar depois da definição da disputa presidencial de 2026.

Entre os nomes associados ao PL está Fred Rodrigues, que disputou o segundo turno contra Mabel em 2024 e foi eleito deputado federal em 2026. Seu desempenho eleitoral mantém seu nome no debate sobre a próxima disputa municipal. A eventual candidatura, no entanto, dependerá das decisões partidárias e das alianças que serão construídas até 2028.

Ana Paula Rezende também aparece nas especulações sobre a sucessão. Filha do ex-prefeito Iris Rezende, ela foi candidata a vice-governadora na chapa de Wilder Morais em 2026. Sua trajetória familiar e a entrada no PL ampliaram sua presença no debate político, mas ela ainda não confirmou intenção de disputar o Paço Municipal.

No União Brasil, outro nome citado é o do deputado federal eleito Bruno Peixoto, que preside a Assembleia Legislativa de Goiás. Reportagens apontaram a possibilidade de uma disputa interna entre ele e Mabel pela definição dos rumos eleitorais da legenda. A hipótese de candidatura de Peixoto à Prefeitura ainda depende de decisão partidária e de novas negociações.

No PSDB, o ex-governador Marconi Perillo aparece entre os nomes mencionados para a disputa municipal. O partido cogita apostar no ex-governador para concorrer à Prefeitura em 2028. Não há, porém, confirmação de que Marconi tenha decidido disputar o cargo, e sua estratégia eleitoral dependerá da reorganização do partido após as eleições de 2026.

A eventual candidatura de Marconi colocaria na disputa um político que governou Goiás por quatro mandatos e ocupou cargos de projeção estadual e nacional. Sua participação poderia alterar a composição das alianças e a distribuição de forças entre os grupos tradicionais da política goiana. O PSDB, entretanto, terá de avaliar sua estrutura na capital e a capacidade de reunir apoios para uma candidatura competitiva.

No PT, a deputada federal Adriana Accorsi é um dos nomes mais citados para a Prefeitura. Delegada de carreira e presidente estadual do partido, ela disputou o cargo em 2016, 2020 e 2024. Na eleição municipal mais recente, recebeu mais de 168 mil votos, resultado que a mantém entre as principais referências eleitorais da legenda em Goiânia.

A possibilidade de uma nova candidatura de Adriana, contudo, não está definida. O PT enfrenta discussões internas sobre a escolha de seus representantes e sobre a estratégia para as próximas eleições. A direção partidária terá de avaliar o desempenho eleitoral dos possíveis candidatos, as alianças disponíveis e a conveniência de lançar candidatura própria ou negociar uma composição.

Outro nome que entrou nessa discussão é o vereador Fabrício Rosa, eleito deputado estadual em 2026. Segundo análise, sua votação ampliou o espaço para que dispute internamente a indicação do PT para a Prefeitura. A eventual candidatura abriria uma disputa entre setores do partido que defendem nomes diferentes para liderar o projeto municipal.

Além de Adriana e Fabrício Rosa, o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira foi mencionado em análises políticas como possível nome do campo progressista para a capital. Sua presença nas especulações, porém, não significa que tenha sido escolhido pelo PT ou que exista uma pré-candidatura formalizada. O partido ainda precisará definir sua estratégia e os critérios para a seleção do nome.

As articulações também dependem do cenário político estadual. A relação entre Mabel, o governador Daniel Vilela (MDB) e outras lideranças poderá influenciar a formação de alianças na capital. O apoio de partidos da base governista, a escolha de candidatos a vice e a composição das bancadas serão elementos importantes nas negociações para 2028.

A avaliação da gestão municipal será outro fator para a disputa. Mabel precisará apresentar resultados em áreas como saúde, infraestrutura, mobilidade e serviços urbanos para fortalecer a tentativa de reeleição. Para os adversários, a construção de uma candidatura dependerá da capacidade de apresentar propostas, reunir partidos e ampliar a presença junto ao eleitorado. Nenhuma dessas condições garante, por si só, o resultado eleitoral.

A eleição municipal está prevista para 2028, e as candidaturas ainda não foram oficializadas. Até lá, as direções partidárias deverão negociar alianças, avaliar nomes e definir estratégias. O cenário atual reúne Mabel em busca de reeleição, o PL discutindo candidatura própria, Marconi Perillo no radar do PSDB e uma disputa em formação no PT entre Adriana Accorsi e Fabrício Rosa. As decisões dos próximos meses poderão alterar esse quadro.

Redação GOYAZ

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