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Mais de 31 mil crianças aguardam vaga em creches e pré-escolas em Goiás

Estudo do TCMGO aponta necessidade de R$ 1,53 bilhão para ampliar rede de educação infantil

O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCMGO) e o Ministério Público de Contas (MPC) atualizaram a estimativa de investimento necessário para ampliar o acesso à educação infantil nos municípios goianos. O levantamento utiliza dados do estudo “Retrato da Educação Infantil 2025”, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC).

As informações utilizadas no novo cálculo foram fornecidas pelos próprios municípios ao Sistema Integrado de Monitoramento e Controle do MEC (SIMEC). Os dados foram registrados entre 18 de agosto e 8 de outubro de 2025 e substituem as informações utilizadas na análise anterior, coletadas em 2024.

De acordo com a atualização, 31.324 crianças estão atualmente na fila de espera por vagas em creches e pré-escolas em Goiás. O número considera as declarações enviadas por 125 municípios ao sistema federal de monitoramento educacional.

A estimativa técnica aponta que, para atender integralmente essa demanda, seria necessária a construção de 275 novas creches em todo o estado. Além disso, outras 52 unidades já existentes precisariam ser ampliadas para aumentar a capacidade de atendimento.

Com base nos valores médios de construção praticados em 2025, o investimento total estimado para ampliar a rede de educação infantil em Goiás chega a R$ 1,53 bilhão. O cálculo considera diferentes modelos de unidades educacionais utilizados em programas federais de infraestrutura escolar.

Apesar do valor expressivo, o estudo aponta uma redução significativa na demanda em relação ao levantamento anterior. Em 2024, o número de crianças na fila era de 45.976. A queda para 31.324 representa uma redução de 14.652 crianças, equivalente a 32%.

A diminuição da demanda também impactou diretamente o custo estimado para ampliação da rede. No levantamento anterior, o valor projetado para atender todas as crianças era de aproximadamente R$ 2,18 bilhões.

Com a atualização dos dados, o custo total estimado caiu para R$ 1,53 bilhão. A diferença representa uma redução aproximada de R$ 647,5 milhões, ou cerca de 29,7% em relação à projeção anterior.

O estudo também mostra mudanças no perfil das soluções previstas para ampliar o atendimento. Enquanto no levantamento anterior predominava a construção de novas unidades, o relatório mais recente indica maior utilização de ampliações em creches já existentes.

Nesse cenário, o número de novas unidades previstas caiu de 396 para 275. Por outro lado, a estimativa de ampliações passou de 23 para 52 unidades, indicando uma estratégia mais voltada à expansão de estruturas já instaladas.

O levantamento também identificou os municípios com maior necessidade de ampliação da rede de educação infantil. Cinco cidades concentram mais da metade do custo estimado para construção de novas creches no estado.

Entre elas estão Goiânia, com necessidade estimada de 50 novas unidades; Anápolis, com 28; Aparecida de Goiânia, com 25; Santo Antônio do Descoberto, com 23; e Senador Canedo, com 18 novas creches previstas.

Segundo o TCMGO, os cálculos consideram parâmetros definidos pela Resolução nº 06/2024 do Conselho Estadual de Educação, além dos modelos de creches financiados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do Programa Proinfância.

O estudo ressalta, porém, que a estimativa considera apenas a demanda declarada pelos municípios. A análise não leva em conta a distribuição geográfica das vagas nem eventuais unidades que já estejam em construção ou em fase de contratação.

Redação GOYAZ

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