Peça “Stranger Things: The First Shadow” leva passado de Hawkins à Broadway

O Marquis Theatre, em Nova York, recebe oito apresentações semanais de “Stranger Things: The First Shadow”, montagem que retorna a 1959 para mostrar a juventude dos personagens de Hawkins antes dos eventos da série da Netflix.
Com texto de Kate Trefry — roteirista que trabalha paralelamente na temporada final do seriado —, o espetáculo apresenta Jim Hopper ainda estudante do ensino médio. Burke Swanson assume o papel do futuro delegado, enquanto Louis McCartney interpreta Henry Creel, o aluno recém-chegado que se tornará o vilão Vecna. A produção também traz versões adolescentes de Joyce Byers e Bob Newby.
Segundo Swanson, a obra não deve ser encarada como prequel ou remake, mas como uma história de origem independente, concebida “a partir do zero”. Essa perspectiva, afirma o ator, orientou a forma como o elenco construiu as versões mais jovens dos personagens conhecidos pelo público.
O envolvimento direto dos criadores de “Stranger Things” ficou evidente durante o processo de ensaios. De acordo com Swanson, os diretores Stephen Daldry e Justin Martin recebiam ligações frequentes dos irmãos Matt e Ross Duffer. As orientações, descritas como “misteriosas”, chegavam a interromper o trabalho em cena para ajustes imediatos no roteiro.
Na trama teatral, Hopper investiga uma série de mortes de animais na cidade e acaba conectado a Henry Creel, peça central do enredo. Para Swanson, o jovem Hopper tenta bancar o “durão”, mas revela incapacidade para a violência, mantendo o foco em “fazer a coisa certa”.
O texto também sublinha o sentimento de isolamento que permeia Hawkins. Personagens como Hopper, Joyce, Bob e o próprio Henry descobrem, ainda na adolescência, que a maior força não está apenas na inteligência ou na coragem individuais, mas na união entre eles.
“Stranger Things: The First Shadow” permanece em cartaz sem data final anunciada, oferecendo aos fãs um olhar inédito sobre o passado do universo criado pela série.