CapaEsporte

Calor e desgaste físico complicam preparação das seleções para 2026

Marquinhos cita experiência em torneios de clubes e defende ajustes de preparação e protocolos de recuperação diante das condições climáticas nas sedes

Marquinhos, capitão da seleção brasileira e do Paris Saint Germain, indicou calor e desgaste físico no fim de temporada como principais riscos para as equipes na Copa de 2026. O torneio será disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, o que amplia variações climáticas e impõe exigências logísticas e de recuperação física às delegações.

Marquinhos baseou avaliação na experiência adquirida na Copa do Mundo de Clubes do ano passado, quando atuou com o clube francês e chegou à final do torneio. Na decisão contra o time inglês o resultado foi adverso e a equipe foi superada por três gols a zero em partida realizada no período da tarde sob temperatura elevada.

O jogador comentou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3) sobre as consequências do calor e do cansaço acumulado ao longo da temporada para o rendimento das equipes. Segundo ele, questões relacionadas a horários de jogos treinos e protocolos de recuperação foram determinantes para reduzir impactos e garantir condições mínimas de competitividade nos confrontos de alto nível.

Estudos de grupos de pesquisa climática têm indicado aumento dos riscos térmicos para atletas e torcedores nas sedes distribuídas pelos três países anfitriões. Relatórios recentes apontam que um número significativo de partidas pode ocorrer em condições acima dos limites de segurança estabelecidos por entidades internacionais de proteção aos atletas.

Uma análise do grupo de pesquisa concluiu que cerca de um quarto das 104 partidas do torneio ampliado devem ocorrer em condições térmicas acima dos limites de segurança. O índice representa quase o dobro do risco observado em edições anteriores disputadas em solo norte-americano, o que eleva o debate sobre protocolos de saúde e calendário competitivo.

Para Marquinhos a estratégia de jogo pode minimizar efeitos do calor, já que equipes que conseguem vantagem inicial geram menor desgaste físico ao controlar o ritmo. O defensor ressaltou que iniciar partidas com organização e intensidade reduz a necessidade de esforços repetitivos, o que se torna crucial em encontros disputados sob sol e altas temperaturas.

Marquinhos citou confrontos recentes do clube como exemplos de como o resultado inicial influencia o desfecho, lembrando jogos em que a equipe saiu na frente e teve vantagem. No duelo com o Real Madrid o time marcou cedo e estabeleceu controle do jogo, enquanto na decisão contra o adversário inglês a partida mostrou o efeito do desgaste acumulado ao longo do torneio.

Indagado sobre diferenças entre a seleção de 2026 e os elencos que participaram de mundiais anteriores, Marquinhos evitou comparações diretas e disse que não existe receita única para o sucesso. Ele afirmou que métodos e filosofias variam e que o desempenho depende da convergência de preparação física, coordenação coletiva e gestão psicológica ao longo de todo o ciclo competitivo.

O zagueiro também destacou o papel de jogadores com vivências em ciclos anteriores, incluindo experiências negativas, como fonte de orientação e resiliência para atletas que disputam uma Copa pela primeira vez. Segundo ele, a presença de atletas que passaram por derrotas e recuperações contribui para a preparação coletiva e para a transmissão de procedimentos de foco e recuperação dentro do grupo.

Marquinhos mencionou que a comissão técnica e o staff têm discutido protocolos de treinos, hidratação e recuperação para mitigar os efeitos do calor e do calendário apertado. Ele disse que ajustes em intensidade de trabalho e em logística de viagem podem ser decisivos para reduzir exposições e manter nível de desempenho ao longo das partidas e do torneio.

A dispersão geográfica entre Estados Unidos, México e Canadá implicará variação considerável de condições de jogo, com diferenças de temperatura e umidade entre cidades e estádios. Essa diversidade exige planejamento de calendário e medidas locais de resfriamento, além de protocolos ajustados a cada realidade para proteger a integridade física de atletas e a segurança de torcedores.

Entidades do futebol e órgãos de saúde terão papel central ao definir limites de exposição, horários de jogos e orientações para intervenções médicas e de recuperação durante a competição. A adoção de parâmetros científicos e a comunicação clara entre federações, clubes e comissões técnicas são apontadas como medidas fundamentais para reduzir riscos e garantir continuidade esportiva.

Propostas de ajuste no cronograma, como antecipação de horários e inclusão de pausas para resfriamento, são discutidas por especialistas como alternativas para reduzir o impacto térmico nas partidas. Marquinhos afirmou que a combinação de medidas preventivas com observação constante das condições ambientais pode contribuir para decisões rápidas sobre alteração de rotinas e protocolos em campo.

A seleção segue em processo de preparação visando conciliar carga de trabalho e recuperação, enquanto observa as variáveis que podem influenciar desempenho e integridade física durante o torneio. A discussão sobre calor e desgaste ganha atenção nas próximas semanas à medida que calendários e locais dos jogos forem confirmados e as delegações definirem protocolos clínicos e logísticos.

Leia mais notícias de Esportes aqui

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo