
STF condena ladrão de bola autografada por Neymar a 17 anos de prisão: a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na última segunda-feira (30), Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão. Ele é acusado de furtar uma bola autografada por Neymar Jr. do acervo do museu da Câmara dos Deputados durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
STF condena ladrão de bola autografada por Neymar a 17 anos de prisão
Os ministros já haviam formado maioria pela condenação na sexta-feira (27). Nelson Júnior foi sentenciado pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado, associação criminosa armada e furto qualificado.
A pena estabelecida inclui 15 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção. Além disso, o condenado deverá pagar 130 dias-multa, totalizando aproximadamente R$ 66.000,00.
O ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor a ser compartilhado com os demais condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.
O voto de Moraes foi seguido integralmente pelos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. Cristiano Zanin acompanhou o relator na condenação, mas propôs uma pena de 15 anos de prisão. Já o ministro Luiz Fux divergiu, sugerindo a retirada da condenação pelo crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito da pena do réu.
O Furto da Bola
Em janeiro de 2023, o próprio Nelson procurou a Polícia Militar e confessou ter pegado a bola autografada por Neymar durante a invasão ao Congresso. Ele alegou ter encontrado o objeto no chão da Câmara dos Deputados e o pegou para “protegê-lo” e “devolvê-lo posteriormente”.
Em 24 de janeiro, Nelson retornou a Sorocaba, no interior de São Paulo, com a bola. Quatro dias depois, ele procurou a PM para entregá-la, e a corporação a encaminhou à Polícia Federal (PF). A bola foi devolvida à Câmara em fevereiro de 2023. Em março, Nelson se tornou réu e foi preso preventivamente por sua participação nos atos.