Política

Empresários e personalidades cobram do STF apuração independente do caso Master

Manifesto assinado por 157 cidadãos defende investigação célere, afastamento cautelar de envolvidos e regras vinculantes de conduta para autoridades.

O apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano e o economista Armínio Fraga divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto que cobra providências do STF. Batizado de “Pela Lei e pelo Brasil”, o documento reúne 157 signatários e acompanha uma petição pública destinada a receber novas adesões de cidadãos.

Os organizadores afirmam que a iniciativa busca uma apuração completa, rápida e independente dos fatos relacionados ao caso Master, diante de questionamentos sobre instituições públicas. O texto também propõe o afastamento cautelar de autoridades formalmente investigadas e a criação de regras obrigatórias de conduta para tribunais superiores e órgãos de investigação.

Segundo o manifesto, as informações já conhecidas sobre a investigação prejudicam a confiança pública na Justiça e levantam dúvidas sobre a aplicação igualitária da legislação. Os signatários dizem que suspeitas de influência por relações pessoais, interesses privados ou negociações comprometem o funcionamento dos sistemas judicial, policial e de controle.

A cobrança menciona ministros do Supremo, dirigentes da Polícia Federal e do Ministério Público, integrantes do Congresso e pessoas próximas aos principais grupos políticos nacionais. O documento cita os entornos do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ao defender esclarecimentos institucionais.

Na justificativa, o grupo sustenta que a proximidade do calendário eleitoral aumenta a urgência das respostas e exige atuação coordenada das autoridades responsáveis pelas apurações. A manifestação não apresenta conclusões sobre responsabilidades individuais, mas pede procedimentos capazes de identificar condutas, preservar provas e aplicar medidas previstas na legislação.

Essa mobilização retoma uma carta divulgada na terça-feira (16) de dezembro de 2025, quando participantes defenderam um código de conduta aplicável ao Supremo. Naquela ocasião, os autores avaliaram que a adoção de parâmetros formais para integrantes da corte era necessária e não deveria continuar sendo adiada pelas instituições.

Além de Huck, Trajano e Fraga, a lista inclui os economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Elena Landau, Gustavo Franco e Persio Arida. Também subscrevem o documento o ex-ministro Mailson da Nóbrega, o empresário Pedro Parente, o compositor Nelson Motta e representantes de organizações da sociedade civil.

Entre os demais nomes aparecem executivos, juristas, acadêmicos e antigos ocupantes de cargos públicos, composição apresentada pelos organizadores como expressão de diferentes setores sociais. Para os autores, um código vinculante deve alcançar tanto as cortes superiores quanto as estruturas encarregadas de investigar e formular acusações em processos públicos.

A proposta pretende estabelecer parâmetros previamente definidos para condutas, impedimentos e responsabilização, embora o manifesto não detalhe o formato jurídico nem o órgão fiscalizador. A petição permanece aberta ao público, enquanto os responsáveis concentram a cobrança em investigação independente, afastamentos cautelares e normas vinculantes de integridade.

Redação GOYAZ

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