Cidades

Mulher morta a tiros em Goiás deixa quatro filhos; polícia procura companheiro

Crime ocorreu dentro de residência; filha do casal também ficou ferida

A irmã de Adriellen Barbosa Lima, de 22 anos, morta a tiros em Mineiros, no sudoeste de Goiás, relatou à imprensa o impacto da perda e relembrou aspectos da convivência familiar com a jovem. Adriellen havia ganhado notoriedade anteriormente por protagonizar um caso raro de gêmeos com pais diferentes, o que ampliou a repercussão do crime.

Em entrevista ao g1, Rafaela Barbosa descreveu a irmã como uma pessoa alegre, extrovertida e próxima da família antes do relacionamento com o companheiro. Segundo ela, o comportamento de Adriellen mudou nos últimos anos, com afastamento progressivo de encontros familiares.

De acordo com Rafaela, a família passou a perceber sinais que, retrospectivamente, levantam a hipótese de que Adriellen pudesse estar em um contexto de violência psicológica ou doméstica. A irmã relatou que convites frequentes para reuniões familiares deixaram de ser atendidos após o início do relacionamento.

“Convidávamos para almoços aos domingos e jantares durante a semana, mas ela quase nunca aparecia. Hoje entendemos que algo pode ter acontecido nesse período”, afirmou Rafaela, ao comentar o distanciamento.

O crime ocorreu no dia 20 de abril, em uma residência próxima ao Loteamento Buena Vista. O principal suspeito é o companheiro da vítima, Joelson Ribeiro da Conceição, de 23 anos, que não foi localizado após o ocorrido. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre defesa constituída.

Segundo informações repassadas à polícia, Adriellen foi encontrada caída no chão da cozinha da casa de familiares do suspeito. Momentos antes, o casal estava reunido com outras pessoas, que haviam deixado o local e, ao retornarem, encontraram a vítima já sem vida.

A investigação conduzida pelo Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Mineiros apontou, em análise preliminar, que Adriellen sofreu uma perfuração no tórax provocada por arma de fogo. No mesmo episódio, a filha do casal, de 10 meses, sofreu um ferimento na perna causado por objeto cortante.

Após o crime, o suspeito teria fugido do local utilizando uma motocicleta. A Polícia Civil informou que segue realizando diligências para localizá-lo. Questionada, a corporação não havia atualizado a situação do investigado até o fechamento desta matéria.

Adriellen deixa quatro filhos. Segundo a família, três permanecem sob os cuidados dos respectivos pais, enquanto uma das crianças está sob responsabilidade da mãe da jovem. Familiares afirmam que agora buscam reorganizar a rotina das crianças diante da perda.

Além da repercussão criminal, o caso reacendeu o interesse público por um episódio anterior envolvendo Adriellen, ocorrido em 2022, durante sua gestação. Na época, ela foi protagonista de um caso raro de superfecundação heteroparental, quando gêmeos possuem pais diferentes.

Segundo o médico Túlio Jorge Franco, que acompanhou o caso, a condição ocorre quando dois óvulos liberados pela mesma mulher são fecundados por homens distintos em um curto intervalo de tempo. “Os bebês compartilham o material genético da mãe, mas possuem pais diferentes e se desenvolvem separadamente”, explicou.

O próprio médico destacou que esse tipo de ocorrência é considerado extremamente raro na literatura científica, com estimativas de incidência de cerca de um caso em um milhão. O episódio chegou a ser utilizado como objeto de estudo acadêmico devido à sua singularidade.

Redação GOYAZ

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