Ofensiva de drones da Ucrânia atinge região de Moscou e causa mortos e danos
Autoridades relatam 650 drones lançados e uma vítima fatal.

Autoridades russas informaram que um ataque de drones atingiu a região de Moscou entre a noite de segunda-feira (5) e a manhã de terça-feira (6) e provocou mortes e danos materiais. Fontes municipais informaram a ocorrência de uma vítima fatal em Radumlya no distrito de Solnechnogorsk e apontaram ferimentos e danos a residências e veículos em pontos distintos da região.
O prefeito de Moscou divulgou que as defesas enfrentaram mais de seiscentos veículos aéreos não tripulados lançados contra a região entre as 20h30 de segunda-feira (5) e as 5h de terça-feira (6). Segundo o mesmo comunicado, a maioria foi interceptada nas camadas externas de defesa e 105 drones foram abatidos durante a aproximação ao perímetro da capital.
O governador da região noticiou que o único óbito confirmado envolveu um jovem de vinte anos atingido em Radumlya enquanto equipes de emergência atuavam nas áreas afetadas. Ele acrescentou que outras seis pessoas sofreram machucados em instalações diferentes e que as autoridades prosseguiam a avaliação dos danos a casas e automóveis.
Autoridades russas e analistas lembraram ataques anteriores de larga escala, incluindo ofensiva em 21 de setembro que foi descrita como a maior operação de drones contra a capital. Na ocasião, os relatórios indicaram emprego de mais de mil e novecentos aparelhos não tripulados em ataque que ampliou as preocupações sobre a capacidade de defesa e a segurança urbana.
Ao mesmo tempo, autoridades ucranianas reportaram ataques aéreos russos contínuos sobre Kiev desde o final de agosto, com vítimas e impacto sobre rotinas urbanas. Em episódio recente um drone russo danificou estrutura de ligação em Kiev no domingo (4) durante a chegada do chanceler alemão à cidade segundo autoridades locais.
O Ministério da Defesa russo anunciou medidas de resposta e afirmou que intensificaria ataques a alvos militares e infraestrutura ucraniana após declarações públicas do presidente ucraniano. A nota ministerial, divulgada no domingo (4), justificou a intensificação como reação a ameaças de ampliar ações contra instalações energéticas russas e prometeu foco em centros industriais e de defesa.
O governo ucraniano afirmou que revisaria sua estratégia de ataques a instalações energéticas russas em resposta à política de bombardeios atribuída a Moscou ao mesmo tempo em que negou intenção de atingir civis. A declaração sobre ajustes de alvo e intensidade foi interpretada por analistas como um possível agravamento do ciclo de ataques entre as forças de ambos os países.
Especialistas ressaltaram que a intensificação dos ataques sobre infraestruturas essenciais em Kiev tem causado interrupções prolongadas no transporte e nos serviços públicos afetando amplamente a população da capital. O aumento das operações e os danos em pontes sobre o rio Dnipro preocupam autoridades locais à medida que os três milhões de moradores se preparam para os meses rigorosos de inverno.
O Ministério da Defesa russo reiterou que seus ataques recentes contra Kiev e outras regiões constituem reação a supostos atentados a alvos civis no interior da Rússia e justificou as ações dessa forma. Analistas e observadores internacionais alertaram para risco de escalada e solicitaram verificação independente de danos e das circunstâncias das operações para melhor avaliação da responsabilidade por ataques que afetam civis.
Equipes técnicas permaneceram nas zonas atingidas para remover destroços, restaurar serviços básicos e conduzir perícias forenses que possam esclarecer as causas das explosões e o trajeto dos drones. Governos estrangeiros acompanharam os desdobramentos e pediram contenção enquanto organismos de segurança avaliam medidas que possam reduzir o risco de novos ataques sobre áreas urbanas.