Cidades

Vigilante morre após ser atingida por carro em Goiânia e motorista foge

Isabel Cristina Silva Nunes, de 29 anos, saía do trabalho quando foi atingida por um carro branco; polícia tenta identificar o motorista

A vigilante Isabel Cristina Silva Nunes, de 29 anos, morreu após ser atingida por um carro na Avenida Castelo Branco, em Goiânia. Segundo relatos da família, ela saía do trabalho e seguia de moto para casa no momento do acidente. Imagens de câmeras de segurança registraram a colisão, que agora é investigada pela polícia. Até o momento, o motorista envolvido não foi localizado.

O vídeo mostra o instante em que Isabel surge em uma motocicleta no canto da tela e, logo em seguida, é atingida por um carro branco. Após a batida, o veículo faz uma conversão no cruzamento e desaparece das imagens. O registro também indica o horário exato do acidente: 22h49. A sequência reforça a gravidade da ocorrência e se tornou peça central nas apurações.

A família informou à TV Anhanguera que o acidente ocorreu na noite de sexta-feira (1º), quando Isabel retornava para casa, em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. De acordo com os parentes, a notícia só chegou horas depois, quando a equipe do Cais de Campinas entrou em contato para comunicar o ocorrido. O intervalo entre o acidente e a informação à família ampliou ainda mais o desespero dos parentes.

A mãe da vigilante, Genisleia Dias, lamentou a morte precoce da filha e destacou a dedicação de Isabel à família e ao trabalho. Em entrevista, descreveu a jovem como batalhadora e cheia de planos interrompidos de forma repentina. A fala da mãe traduz o impacto emocional provocado pela perda e o sentimento de incredulidade diante da violência do episódio.

O filho de Isabel, Luiz Fernando Nunes, também relatou os últimos momentos antes do acidente. Segundo ele, a mãe ligou pouco antes da batida para dizer que estava com fome. Luiz contou que estava na casa da avó quando recebeu a notícia do atropelamento. Abalado, disse esperar que o motorista se apresente, reconheça o erro e assuma responsabilidade pelo que aconteceu.

A dor da família também foi expressa por Emily Dias, irmã de Isabel, que veio de Xambioá, no Tocantins, mas não conseguiu encontrá-la com vida. Emocionada, ela pediu justiça e classificou como covarde a forma como a irmã perdeu a vida. O apelo dos familiares expõe não apenas o sofrimento pela morte, mas também a revolta diante da ausência de პასუხa imediata de quem dirigia o carro.

Até a última atualização do caso, a polícia ainda não havia identificado o motorista que aparece nas imagens. Sem essa identificação, a defesa dele também não pôde ser localizada. A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias do acidente, apurar eventuais responsabilidades e tentar responder à cobrança central da família: que o autor da colisão seja encontrado e responsabilizado.

A morte de Isabel amplia a lista de casos em que vítimas e familiares ficam à espera de respostas após acidentes com fuga. Mais do que a tragédia em si, o episódio reacende o debate sobre imprudência no trânsito, omissão de socorro e dificuldade de localizar condutores que deixam o local após uma colisão. Para a família, porém, a discussão pública tem um ponto mais urgente: transformar dor em justiça.

Redação GOYAZ

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