Anitta diz que orientação de empresária motivou cirurgias estéticas
A artista afirmou que mudanças no visual ampliaram oportunidades profissionais no início da carreira e que a pessoa que a guiava reforçou a importância da aparência.

A cantora Anitta, 33 anos, afirmou ter iniciado intervenções estéticas por orientação de uma pessoa que a representava no começo de sua trajetória pública. A declaração foi dada em coletiva de imprensa antes do desfile Le Défilé em Paris na segunda-feira (28), quando ela comentou sobre o impacto da aparência na carreira.
Segundo Anitta, a pessoa que orientava sua carreira afirmou que, para ter sucesso como cantora, era necessário adequar a aparência aos padrões investidos pelo mercado. Ela disse que a sugestão a levou a procurar procedimentos e que, ao observar resultados imediatos, as propostas comerciais e oportunidades profissionais passaram a crescer.
A artista relatou que a sequência de intervenções gerou um ciclo de insatisfação pessoal, porque cada alteração parecia ser requisito para obter mais contratos e visibilidade. Ela afirmou que essa percepção a manteve em dúvida sobre a própria imagem por longo período e alimentou a sensação de que precisava se transformar para vencer.
A cantora também associou a pressão estética a exigências comportamentais que a sociedade impunha, o que a fez experimentar contradições entre imagem esperada e identidade pessoal. Essa tensão, segundo ela, levou a episódios públicos que foram rotulados como polêmicas e que, em muitos casos, foram efeito de tentativas de se encaixar em padrões preestabelecidos.
Ao narrar a transição, a artista disse que criou uma forma de atuação mais livre com o disco e o espetáculo que ampliaram representações corporais e estéticas na mídia. Ela afirmou que hoje se posiciona em um espaço de maior autonomia sobre a própria imagem e que se sente confortável com as escolhas feitas ao longo da trajetória.
A entrevista ocorreu em meio a seu calendário internacional e serviu também para situar o debate sobre padrões de beleza no contexto de decisões profissionais tomadas no início da carreira. A artista concluiu que o processo de reconstrução de imagem foi complexo e que a crítica a esses modelos continua vigente nas discussões públicas sobre representatividade e mercado.