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Moscou anuncia ataques sistemáticos a Kiev e pede saída de estrangeiros

O Kremlin justificou as operações como resposta a incidentes com drones e recomendou a retirada de estrangeiros da capital.

Na segunda-feira (25), as autoridades russas declararam que iniciarão ataques sistemáticos contra alvos em Kiev ligados às necessidades das Forças Armadas e a centros de decisão. O comunicado também orientou que estrangeiros deixem a cidade, sem especificar prazos, em resposta a bombardeios recentes considerados pela Rússia como atos terroristas.

O governo ucraniano negou as acusações e afirmou que seus ataques visaram unidades militares, enquanto equipes de socorro em Kiev prestaram atendimento às vítimas dos bombardeios. Autoridades locais informaram que dois moradores morreram e 91 ficaram feridos, e que pelo menos trezentos locais urbanos sofreram danos materiais durante a onda de ataques do fim de semana.

O presidente Volodymyr Zelensky reportou destruição em museus e espaços culturais e citou o Museu Nacional de Chernobyl como exemplo de perda patrimonial relevante após os impactos. A diretora da instituição descreveu danos extensos às salas de exposição e afirmou que acervos e estruturas internas foram comprometidos pelo ataque que atingiu a capital no fim de semana.

A União Europeia afirmou que não abandonará a presença diplomática em Kiev e qualificou os alertas russos como tentativas de provocar pânico e isolar o país. Representantes do bloco reafirmaram compromisso político e operacional com a Ucrânia, sinalizando permanência das missões e cooperação para assistência humanitária e segurança urbana.

O Ministério das Relações Exteriores russo atribuiu os ataques como resposta a um incidente com drones em Luhansk e comunicou o teor das ações a interlocutores internacionais. A Rússia afirmou também ter empregado um míssil hipersônico nas operações próximas à capital, indicando escalada no tipo de armamento utilizado desde o início do conflito.

Em resposta, autoridades ucranianas reportaram ataques contra infraestrutura e ativos industriais russos, e relatos locais apontaram interrupções no fornecimento de energia e água em áreas de fronteira. Autoridades regionais russas e ucranianas descreveram mortos e feridos em cidades como Belgorod e Horlivka, em uma sequência de incidentes que continua a elevar a tensão na linha de frente.

Em áreas controladas pela Ucrânia, as administrações regionais relataram vítimas em Kherson e ataques com drones em Pavlohrad, elevando a contagem de feridos e afetando civis e infraestrutura residencial. O governador de Donetsk reportou dezenas de feridos em Kramatorsk, enquanto as autoridades investigam alegações de danos a prédios de apartamentos e instalações urbanas em várias regiões.

Observadores internacionais ressaltaram a dificuldade de verificar independentemente todas as reivindicações de ataques e lembraram que ambas as partes negam ataques deliberados contra civis desde 2022. Ao mesmo tempo, tentativas de mediação diplomática não conseguiram encerrar as hostilidades, e o governo ucraniano informou que busca reforços para suas regiões do norte diante de potenciais movimentos adversários.

O presidente Zelensky comentou limitações nas negociações com os Estados Unidos sobre ampliação da produção de defesas antimísseis e aguardou novas ações diplomáticas de Washington. Enquanto isso, diplomatas de mais de setenta países visitaram locais atingidos em Kiev para prestar condolências e avaliar a extensão dos danos e das necessidades humanitárias no terreno.

A escalada recente renovou preocupações sobre a segurança de civis e infraestruturas críticas, e agências de ajuda intensificaram preparativos para resposta emergencial nas áreas mais afetadas. Analistas dizem que os próximos dias serão decisivos para determinar se haverá aprofundamento das operações militares e quais implicações isso terá sobre negociações e assistência internacional.

Redação GOYAZ

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