Netanyahu anuncia intensificação de ataques contra o Hezbollah no Líbano
Declaração foi seguida por ataques a infraestrutura do grupo em várias áreas do sul do Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em segunda-feira (25) que seu país considera estar em estado de guerra com o Hezbollah e que intensificará operações no Líbano. A afirmação foi seguida por comunicados das Forças de Defesa de Israel informando ataques a infraestrutura atribuída ao grupo na região do Vale do Becaa e em outros pontos de fronteira.
Uma autoridade dos Estados Unidos indicou em segunda-feira (25) apoio às ações israelenses e afirmou que Israel não pode ser obrigado a aceitar ataques contra suas forças e civis sem reação. A fonte também responsabilizou o Hezbollah pelo agravamento do confronto e citou números de lançamentos desde 17 de abril indicando tentativa de interromper negociações entre Líbano e Israel.
Relatos das Forças Armadas de Israel registraram uma série de drones explosivos lançados pelo Hezbollah contra alvos no lado israelense da fronteira durante a madrugada de segunda-feira (25). O Exército também relatou impacto de um drone em área do sul do Líbano onde havia presença de tropas israelenses sem registrar vítimas nesse episódio, conforme comunicações oficiais.
As operações israelenses no sul do Líbano continuaram na segunda-feira (25) e, segundo a NNA, resultaram na morte de pelo menos três pessoas em áreas afetadas pelos ataques. Autoridades libanesas e observadores locais vêm relatando danos a infraestrutura civil e deslocamentos de moradores, enquanto a dinâmica do conflito se mantém volátil ao longo da fronteira norte de Israel.
Os confrontos ocorreram apesar de um cessar-fogo que vinha sendo mediado pelos Estados Unidos e de tentativas diplomáticas para reduzir as hostilidades na região nas últimas semanas. Fontes diplomáticas relataram que negociações regionais continuam em curso e que Teerã também declarou posicionamento favorável ao fim das hostilidades no Líbano, conforme interlocutores envolvidos.
A autoridade americana afirmou que o Hezbollah rompeu um acordo de cessar-fogo em 2 de março e que desde então o grupo teria intensificado ataques com drones e foguetes. Segundo a mesma fonte, foram registradas mais de mil operações com drones e mais de 700 lançamentos de foguetes desde 17 de abril, números que teriam impactado o processo de negociação.
No domingo (24), o chefe do Exército israelense, Eyal Zamir, declarou ter aprovado planos para a continuidade das operações militares no norte em resposta às ações do Hezbollah. O anúncio formalizou orientações de comando para manter pressão sobre posições do grupo no Líbano e para fortalecer a capacidade de defesa ao longo de pontos vulneráveis da fronteira.
Organizações de ajuda e agências internacionais vêm expressando preocupação com as condições humanitárias no sul do Líbano após os ataques e com o aumento de deslocamentos de civis. Autoridades locais informaram sobre necessidades urgentes de abastecimento, abrigo e apoio médico, e pediram acesso seguro para distribuição de assistência nas áreas mais afetadas pela escalada.
Analistas afirmaram que a continuação dos confrontos entre Israel e o Hezbollah pode afetar negociações bilaterais entre Líbano e Israel e elevar a tensão em capitais da região. Fontes políticas locais e internacionais acompanham as conversas diplomáticas em busca de um acordo sustentável que reduza o risco de expansão do conflito e proteja populações civis.
O governo israelense sustenta que as ações visam neutralizar capacidades do Hezbollah e impedir ataques futuros, enquanto o grupo libanês mantém postura de confronto e reivindica defesa de interesses nacionais. A sequência de operações e declarações nas últimas semanas mantém elevada a atenção internacional sobre o front norte de Israel e sobre progressos possíveis nas negociações lideradas por mediadores externos.