Ataques deixam 25 mortos na Ucrânia horas antes de proposta de trégua
Ofensiva atingiu cidades do leste e sudeste enquanto Kiev ofereceu cessar‑fogo a partir da meia‑noite de quarta-feira (6).
Ataques a cidades ucranianas deixaram pelo menos 25 mortos na terça-feira (5), segundo autoridades regionais que divulgaram números provisórios sobre vítimas e feridos. Os incidentes ocorreram horas antes do prazo final para a proposta de cessar-fogo indefinido apresentada por Kiev com início previsto à meia-noite de quarta-feira (6).
Um vídeo divulgado por autoridades locais mostrou bombeiros combatendo incêndio em veículos e um corpo coberto por um lençol branco em área de Kramatorsk, conforme verificação de imagens. A identificação do local foi confirmada a partir da comparação entre fachadas, traçado das ruas e sinais visuais que coincidiram com fotos e imagens de satélite consultadas por analistas.
A data exata da gravação não foi verificada de forma independente, porém o governador regional afirmou que o ataque a Kramatorsk ocorreu na terça-feira (5). Não foram encontradas versões anteriores do vídeo nas plataformas públicas antes daquela data, o que limita a possibilidade de confirmar com precisão o tempo exato das imagens.
A Rússia anunciou cessar-fogo para os dias 8 e 9 de maio, informando que a medida coincidiria com o desfile militar e as celebrações da vitória na Segunda Guerra. O anúncio russo foi interpretado como uma ação de rotina por autoridades externas enquanto analistas destacaram que interrupções temporárias dos combates não significam desaceleração das operações militares no terreno.
Em resposta, Kiev ofereceu um cessar-fogo por tempo indefinido a partir da meia-noite de quarta-feira (6), condicionando a trégua à reciprocidade por parte da Rússia. O presidente ucraniano afirmou que era inaceitável que a Rússia interrompesse ataques por um dia para celebrar eventos em Moscou enquanto mantinha ofensivas contra cidades ucranianas.
Na região de Zaporizhzhia, um ataque com bombas aéreas e drones deixou pelo menos 12 mortos e aproximadamente 20 feridos, informaram autoridades regionais que relataram danos a edifícios residenciais. Foram relatados prejuízos a uma oficina mecânica e a um lava-rápido, além de incêndios em estabelecimentos comerciais, enquanto imagens de equipes de socorro mostraram chamas consumindo veículos e fumaça densa sobre a cidade.
A prefeitura regional informou que três bombas aéreas atingiram Kramatorsk, na linha de frente, e que cinco civis morreram enquanto doze pessoas ficaram feridas, segundo dados iniciais do governador. Em Dnipro, no sudeste, o presidente ucraniano relatou que um ataque adicional provocou a morte de quatro pessoas, enquanto autoridades locais mencionaram variações nas contagens de vítimas ainda em atualização.
Autoridades ucranianas também relataram que um ataque noturno a instalações de produção de gás na região de Poltava deixou quatro mortos, número que havia sido inicialmente comunicado de forma divergente. No lado russo, foi informado que um ataque com drone na região da Chuváchia provocou duas mortes, relato repassado por agências estatais russas que monitoram os efeitos das ações militares.
Grupos humanitários e observadores internacionais expressaram preocupação com a escalada dos combates nas áreas urbanas, apontando que ataques a zonas civis agravam a crise humanitária e aumentam a necessidade de corredores de assistência. A proposta ucraniana de cessar-fogo foi apresentada como mecanismo para reduzir danos a civis, e autoridades declararam que a reciprocidade russa seria condição para qualquer trégua efetiva e sustentável.
Os números de mortos e feridos permanecem provisórios enquanto equipes de emergência continuam as operações de busca, socorro e levantamento de danos nas zonas atacadas por forças russas e ucranianas. Autoridades prometem investigação e documentação das ocorrências, e observadores recomendam verificação independente das imagens e relatos para consolidar o quadro fático diante da movimentação militar em curso.